No Man’s Sky - Análise

 




Já imaginou poder viajar pelo vasto universo, explorando cada galáxia, sistema e planeta que encontrar pelo caminho? Esse é a ideia ambiciosa de No Man’s Sky, um jogo que quer revolucionar o mundo dos games. Pela primeira vez, vemos um jogo infinito com 18 quintilhões de lugares diferentes. 

Mas será que isso não pode se tornar enfadonho? Afinal, se o jogo tem precisamente 18.446.744.073.709.551.616 planetas, um jogador levaria 5 bilhões de anos para explorar tudo, ou seja, é preciso ser imortal para completar a jornada!

Confira agora a nossa análise desse game que foi um dos mais aguardados do ano e que tem causado tantas controvérsias. 

A história

Basicamente, No Man’s Sky não tem uma história fixa, a ideia é que você faça sua própria sua história, tomando seu próprio caminho. Mas de forma resumida, você é um viajante espacial que teve um pouso forçado em um planeta distinto e agora precisa reunir recursos naturais para consertar a nave e seus equipamentos. 

O interessante é que cada jogador inicia em um planeta aleatório. Dependendo da distância do sol, esse planeta pode ser frio ou quente, habitável ou abandonado entre outras características. 

Para lhe guiar nessa tarefa de consertar a nave, você se depara com um ser chamado de “Atlas”, representado por um diamante flutuante e que inclusive, aparece na capa do jogo. Esse ser funciona como uma inteligência artificial, lhe guiando no objetivo principal: “Chegar ao Centro do Universo”!

Depois que consertar a nave e seus equipamentos, você tem a liberdade de continuar explorando o planeta em que está ou seguir o que o Atlas sugere. 

 

Jogabilidade

No Man’s Sky é um uma mistura de FPS e jogo de construção em mundo aberto (e que mundo aberto!) O jogo dá total liberdade ao jogador seguir para o centro da galáxia ou apenas explorar planetas e construir melhorias para o personagem. Essas melhorias se dividem em três categorias:

Exotraje -  Uma espécie de inventário que além de carregar recursos, armazena os três itens principais para a sobrevivênca: o jetpack para planar, a proteção antirrisco para resistir aos climas de cada planeta e o sistema de sobrevivência que mede o “life” ou pontos de vida do personagem.

Nave - usada para percorrer longas distâncias e se transportar entre os planetas, sistemas e galáxias. Os recursos básicos da nave incluem um impulsionador de decolagem e um propulsor para o voo e um escudo e canhão de fótons para batalhas espaciais.

Multiferramenta - Uma espécie de arma que permite não só minerar os itens como também atacar inimigos. Incluso no menu da multiferramenta, estão também o scanner para destacar lugares e elementos próximos e o visor de análise, uma câmera que permite marcar e identificar criaturas, recursos e pontos de referência próximos.

Como em qualquer outro jogo, ao aprimorar essas três ferramentas, o jogador terá muito mais facilidade para vencer batalhas, viajar por menos tempo e encontrar recursos ainda mais valiosos. 

Gráficos

Sobre os gráficos não há do que se discutir em No Man’s Sky. O jogo é lindo tanto no espaço como em cada planeta. A variedade de cenários, os efeitos de sombra e principalmente de luz, é de encher os olhos, principalmente quando se está no espaço, onde é possível sentir a grandeza e imersividade de se está no infinito. 

Apesar de os gráficos não serem realistas e terem o seu estilo cartoon, as cores vibrantes e os cenários gigantescos nos enchem de inspiração e impressionam a qualquer jogador.

Vale a pena?

Agora que já tratamos dos detalhes técnicos, vamos à pergunta: No Man’s Sky vale ou não a pena? Antes de tudo, esqueça sobre a mídia e críticas do jogo e esqueça também qualquer coisa que foi prometido pela Hello Games e que não está presente no game. Na opinião sincera do autor, No Man’s Sky vale sim a pena!

Primeiro, a ideia de que um jogo é infinito é surpreendente! Esse será o único jogo que você não vai jogar por um tempo e depois parar, na verdade é um jogo para a vida inteira. 

Segundo, para que o jogo não se torne enfadonho, depende de como você joga. Existem vários objetivos que você pode tomar, além do caminho principal de ir ao centro da galáxia.  

Por exemplo, em cada planeta, existe uma meta de exploração a alcançar os 100% de conclusão. Não é preciso andar em todos os pontos de referência do planeta, mas encontrar todas as espécies de animais. Pressione o botão de pause para ver quantos animais é preciso encontrar. Para encontrá-los, use o visor de análise que exibe em um ponto vermelho quando um animal estiver próximo. Agora é só fazer a varredura dele para cadastrar nos registros. 

Depois que “concluir” os 100% de planeta, experimente ir para o próximo planeta do sistema que você está. Geralmente um sistema tem de 4 a 10 planetas e o divertido, é a curiosidade para saber o que tem no próximo planeta.

Quando se cansar de procurar animais, invista nos upgrades da nave ou das multiferramenta e exotraje. Depois, tente progredir mais um passo do Atlas ou inicie uma exploração no espaço em busca de novas estações ou até mesmo de uma facção para participar de batalhas intergaláticas. 

Vale notar também que jogar qualquer jogo por mais de 3 horas seguidas causa fadiga. Por isso, descanse um pouco e no outro dia, mais ideias surgirão e metas surgirão. Sem dúvidas, como anunciado pela própria desenvolvedora, mais atualizações gratuitas serão criadas e quem sabe, novos objetivos serão acrescentados pelo game. 

Enfim, No Man’s Sky é um jogo que vale muito a pena e que apesar de não ter atingido todas as expectativas, não deixa de ser interessante e inspirador. 


Avaliação:

Efeitos Sonoros: 2.5 2.5
Jogabilidade: 3.5 3.5
Multiplayer: 0.5 0.5
História: 1.0 1.0
Grafico: 4.5 4.5
Avaliação geral: 2.5 2.5

Por: Geovanne Medeiros em 09-Set-2016




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