Ghost Recon: Wildlands e todo aquele negócio da Bolívia lá e tal...

 




Para o décimo título da série, a Ubisoft resolveu apostar em como Ghost Recon se sairia sem todo o visual futurista, e trouxe a atmosfera pra uma relação intimista de muito tiro e matança, com o perdão da ironia. As vendas foram ótimas e a recepção dos fãs, olha, foi muito bem viu? Tchau, Advanced Warfighter. Hello, Tom Clancy's  Então, a gente vai tentar dar uma volta sobre como funciona esse mundo novo de Ghost Recon, pra mostrar o que vocês podem esperar do game, e saber se vale a pena comprar ou não... Mas já digo, é um baita investimento... 

Ambientação

Não importa qual parte do mapa você explore, ande, corra ou simplesmente olhe, a versão/visão americana da Bolívia apresentada no game é ótima. Desde o começo você é livre pra explorar o mapa inteiro, e vale ressaltar que o mapa de Ghost Recon: Wildlands é "só" 3 vezes maior que o de GTA V, sente o drama. Nesse mapa, a gente se depara com muitas cavernas, florestas, montanhas e começa a se identificar com a situação ao absorver a atmosfera do game. E não é só mais um apelo visual, todas essas variedades e biomas tem um senhor impacto em como você joga.

Os criadores querem que você seja livre pra montar a sua estratégia de jogo e sobreviva de suas escolhas, sejam elas subir a montanha e atacar os inimigos de cima, ou fugir com os muitos veículos disponíveis durante a rota e etc... E por essa mobilidade fácil, fluida, andar por esse enorme mapa não se torna um fardo, é até bem divertido.

 

Jogabilidade

Ok, se você viu alguns boatos sobre os carros e seus respectivos controles, vocês estavam certos, eles não funcionam muito bem, fazendo com que até nas mais secas ruas, pareça que tá deslizando em gelo ou qualquer outra metáfora escorregadia. Mas não fica triste, um pouquinho de prática e dá pra passar por tudo isso "de boa". Se tem alguma coisa que a gente realmente pode considerar um problema, e isso pode ser observado em alguns gameplays por aí, é que o game tem uma pobre variedade de missões e etcétera, nas primeiras locações é bem divertido, excitante até... Mas nas outras 15? Hm, não, sorry, next. Acabam caindo em repetição e deixando o jogador enfadado de tanta enrolação. Mas é a vida.

 

História

Sobre história não se tem muito o que falar. O jogo se passa na Bolívia, onde o cartel de Santa Blanca comanda o tráfico na área e exercendo poder sobre qualquer aspecto alí, desestabilizando a região e se tornando uma ameaça para o mundo. Como resposta, os Estados Unidos enviam uma organização chamada "Ghosts" para revelar a relação entre o cartel e o governo local.

Agora uma opinião pessoal, tudo bem, tem desenvolvimento e etcétera mas... Bote o personagem que quiser, coleta de informação e estratégia, a história do jogo se resume basicamente o que se tem escrito acima, e qualquer pessoa pode achar isso na wikipédia. Com um porte desse, jogos assim poderiam se dedicar ao roteiro um pouco mais, em termos de complexidade. Não que isso deprecie a imagem do game mas, não tem muita base para aqueles que realmente se importam. Mas enfim, ainda é um jogo bem divertido de jogar e cumpre bem com a premissa que propõe, como a gente já tá acostumado há nove versões. 

No mais, o que salva mesmo Ghost Recon, é toda a loucura que envolve a produção do game, e o fato das coisas quase nunca irem do jeito que você planeja, e isso pesa pro bem, quando você já tá enfadado de ver o mesmo design em todas as missões com as quais a gente se depara de lá até aqui. Um shout-out honesto também vai pra que o game funciona mil vezes melhor, quando jogado em co-op, mas esses são detalhes pra outra matéria. Enfim, considerações finais e honestas de alguém com muitas expectativas e um senso crítico de uma senhora velha e chata, mas tá valendo. 

 


Avaliação:

Efeitos Sonoros: 5.0 5.0
Jogabilidade: 4.0 4.0
Multiplayer: 5.0 5.0
História: 2.5 2.5
Grafico: 5.0 5.0
Avaliação geral: 4.0 4.0

Por: Matheus Pacheco em 13-Mar-2017




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